Domingo, 17 de Maio de 2009
BRANDAS DE SISTELO - 18 de Janeiro 2009
Este percurso localiza-se nas faldas da Serra da Peneda, mais precisamente na aldeia de montanha de Sistelo, a cerca de 22 km a norte de Arcos de Valdevez.
Partimos do centro da aldeia de Sistelo, e iniciamos o percurso que nos levará a visitar o rústico
casario e os típicos espigueiros que vão surgindo e decorando a aldeia. O caminho empedrado leva-nos a sair da aldeia para tomarmos um carreteiro que nos conduzirá, numa serpenteante subida, até à Chã da Armada, onde podemos constatar a beleza da paisagem que nos rodeia.
Nesta deslumbrante vista panorâmica - moldada, durante séculos, pelas gentes da montanha, destaca-se o lugar de Padrão, o qual parece encontrar-se como que suspenso na íngreme encosta
da montanha. Deste planalto de montanha, seguimos em direcção a Este, por um caminho
pouco nítido, que mais se assemelha a um trilho de pastores e que, pouco a pouco, dará lugar a um carreteiro. Este magnífico carreteiro, que nos leva a percorrer a linha de cumeeira sobre uma das vertentes do Rio do Outeiro, vai desembocar na branda de gado de Rio Covo, a qual pertence a Sistelo.
As brandas são formas de ocupação humana dos espaços de montanha, constituindo um apoio importante às populações pastoris da Serra da Peneda, cuja utilização é sobretudo na época estival.
Abandonando a branda, seguimos caminho por entre um belo bosque misto de coníferas
e folhosas que dará lugar a um planalto constituído por matos rasteiros. Trata-se de uma zona
de pastagem que circunda os campos adjacentes à branda do Alhal - uma branda de cultivo e de gado, pertencente ao lugar de Padrão. Daqui, seguimos por um carreteiro, cujas lajes testemunham a sua antiguidade e intensa utilização, que, serpenteando para vencer os fortes desníveis, nos permitirá a descer até ao lugar de Padrão. Este pitoresco lugar ainda mantém a traça tradicional das aldeias da montanha do Minho, encontrando-se rodeado por socalcos onde se cultiva o milho e se produz feno e pasto para o gado bovino de raça cachena e barrosã.
Ao sair de Padrão tomamos o caminho lajeado que nos levará a cruzar os campos e lameiros.
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pé-ante-pé
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5/17/2009 02:20:00 PM
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Domingo, 12 de Abril de 2009
"AZENHAS DE ANTAS "- 14 DE DEZEMBRO
Antas – Monumentos funerários megalíticos.
Antas (S. Paio) – freguesia do concelho de Esposende, distrito de Braga.
Em suave declive nascente/poente, emoldurada pelos Montes da Senhora da Guia, Monte D’Antas e Cividade, tem como vizinha, a nascente, a vila de Forjães, e as freguesias de Vila Chã e Belinho a sul, tendo a poente o Oceano Atlântico e a norte o Rio Neiva.
Foi precisamente este Rio que nos levou a pensar neste percurso.
De beleza ímpar tem, ao longo das suas margens, pequenos moinhos, engenhos e azenhas centenárias que convém conhecer e preservar, mas, já lá vamos…
O nosso percurso tem início na parte mais alta da freguesia, no pequeno mas agradável Parque das Merendas de Azevedo.
Daí subimos em direcção à Igreja e ao seu magnífico Adro, onde podemos encontrar um dos mais bonitos Cruzeiros Paroquiais do Minho.
Junto à estrada municipal e integrado no complexo paroquial, encontramos a “memória” de uma Anta ou dólmen que deu origem ao nome da nossa terra, mandado erigir pela Junta de Freguesia. Continuamos a nossa caminhada e subimos até ao Monte de Antas, para ver o Mehir (monumento megalítico, classificado de imóvel de interesse público – Port. De 13/07/1976 pelo Min. Ed. Inv. Cient.).
Temos então uma visão soberba de quase toda a freguesia.
O monte, o vale, a planície, o rio, o céu azul com a mar ao fundo.
Vamos continuar e percorrendo parte do interior da aldeia, subimos um pequeno carreiro que ladeia o local onde foi em 1939, foram encontradas várias necrópoles eneolíticas e que se podem ver no Instituto de Antropologia do Porto.
Deixamos para trás o casario e entramos na zona de floresta conhecida por Peneirada. Logo no início vamos encontrar uma ruína de um antigo Moinho de Vento e que pela sua localização mostra as alterações que sofreu a vegetação.
Continuamos a nossa caminhada por entre pinheiros, sobreiros, carvalhos e eucaliptos. Vamos encontrar destes últimos, junto ao trilho, dois exemplares de porte invulgar pelo seu tamanho e volume.
E, chegamos, finalmente ao Rio Neiva.
Na nossa terra
Corre sempre o lindo Neiva
Que de mansinho
Vai morrer à nossa Foz
Nas nossas veias
Corre ainda, a mesma seiva
Que noutros tempos
Tanto honrou nossos avós!
Na margem esquerda as ruínas de um engenho, o de Esprade, na margem direita, a Azenha do Grilo, que embora situada na freguesia de S. Romão do Neiva, Viana do Castelo, é propriedade de naturais de Antas e foi explorada por pessoas da nossa terra.
Continuemos, agora a nossa caminhada na margem do Rio Neiva e é ver frondosos carvalhos, freixos, salgueiros, amieiros e toda uma panóplia de árvores, assim como melros d’água, guarda-rios, garças cinzentas, que aqui nidificam. Vá com atenção, as lontras andam por aqui.....
Percorrido cerca de 1 Km, chegamos ao Minante.
Na margem direita, as ruínas de um engenho, na margem esquerda um dos ex-libris da nossa terra: “As Azenhas do Minante”. Verdadeira industria de outros tempos, concentrava num só pólo, azenha de milho, trigo, serração de madeiras, engenho de linho e alambique.
Vamos passar a A-28 e atravessar o núcleo industrial de Antas. Chegamos à EN13 (Porto/Viana) e voltamos às margens do Neiva. Aí encontramos mais um engenho, o do Liazar. Alguns metros mais e estamos na passagem da antiga Estrada Romana. Num penedo, um antiquíssimo Nicho.
Vamos agora chegar à Carvalha. Encontramos as ruínas de uma antiga ponte e o engenho e azenhas da Carvalha. Subimos, agora, para o denominado Monte de Guilheta, e, sempre, junto ao Rio Neiva, vamos encontrar um magnífico trecho, entre fragas do Monte do Castelo e do Monte de Guilheta.
Lá bem junto ao rio, num local de beleza sem par, vemos na margem direita (Castelo do Neiva), a Azenha do Palhurdo, e, logo depois, na margem esquerda, a Azenha do Sebastião ou Azenha Branca, hoje convertida em turismo de habitação. Na margem direita, junto à levada ou açude, um exemplar único na região: uma pesqueira (armadilha para peixes).
Vamos voltar ao povoado e atravessar o Lugar de Guilheta. Pouco andamos e chegamos à Capela de Sta Tecla, local de rara beleza.
Aí junto, houve um engenho, hoje convertido em habitação.
Continuamos a descer junto ao rio até ao Paúle da Tapada e voltamos a nascente, atravessando campos de cultivo, entre as freguesias de Antas e Belinho. Vemos já o promontório da Senhora da Guia e da Cividade. No alto deste último, vestígios de uma povoação castreja.
Vamos passar-lhes ao meio, pela Portela (passagem entre dois montes).
Ao lado a pequena ermida de S. Cristovão.
Do alto da Portela, olhe para o mar!!!
Vamos descer e encontrar do nosso lado esquerdo a Azenha do Arroio (Inverneira).
E chegamos, infelizmente, ao fim.
Estamos no Parque de Azevedo.
Aproveite o espaço e as mesas…..merende!!!!
Saudades da minha terra
Deus me não as tire da ideia:
Por elas, até parece,
Que vivo na minha aldeia.
( A. Correia de Oliveira)
O dia 14 de Dezembro de 2008 foi especial para todos nós que lutamos muito para que este percurso fosse inaugurado.

Do mar à serra, entre os dois
A terra dos nossos pais
Igrejas, hortas, casais…
Que ninho de rouxinóis!
Que poiso de águias reias!
(A. Correia de Oliveira)
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pé-ante-pé
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4/12/2009 05:58:00 PM
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
PR 1 - AZENHAS DE ANTAS
Para o conseguir, idealizamos e trabalhamos sem nunca deixar de olhar o objectivo.
Depois de muito trabalho, vem a recompensa.......





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pé-ante-pé
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11/25/2008 10:34:00 PM
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
O ACTO DE MOSTRAR...LEMBRANDO - Parte III
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pé-ante-pé
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11/24/2008 04:09:00 PM
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A LENDA - Percurso dos Faróis
Lenda do Monte da Dor
Das várias versões que eu conheço desta lenda, escolho e aproveito para contar a que aprendi em certa viagem saudosa ao Minho. A sua história dramática está ligada a esse pitoresco e simbólico Montedor,(1) situado nas vizinhanças de Âncora(2) e Moledo(3). É uma lenda de amor e de morte, e sempre me faz lembrar o maravilhoso soneto de Antero de Quental: (4)
Esse negro corcel cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
De noite, nas fantásticas estradas
Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido no porte,
Vestido de armadura reluzente
Cavalga a fera estranha sem temor,
E o corcel diz: «Eu sou a Morte!»
Responde o cavaleiro: «Eu sou o Amor!»
Sim, tal como a própria História nos conta, aí por inícios do século X, governava em Gaia um poderoso emir, guerreiro e poeta. Este tinha uma irmã jovem e formosa que se chamava Aldara.(6) E não queria de modo algum que a sua irmã vivesse escondida do mundo.
- Aldara, minha querida irmã, precisamos de festas, de torneios… A vossa beleza, irmã vive apagada, longe dos olhos do mundo, desses olhos que poderão encantar-se decerto com ela, como se encantam os meus.
Ruborizada, quase tímida, Aldara limitou-se a dizer:
- Pois ides ver, querida Aldara, ides ver… Quero organizar o mais sumptuoso dos torneios havidos até hoje!
E, de facto, perante o alarde proclamado pelos emissários do poderoso emir, todos os nobres das redondezas ali acorreram.
Aldara era, sem dúvida alguma, a estrela mais brilhante da corte. Para ela convergiam, sem qualquer excepção, os olhares e as atenções de todos. E o poderoso emir não escondia o seu orgulho, a sua vaidade perante o efeito produzido pela beleza de Aldara.
- Senhora minha irmã, vedes como vos olham?... Eu tinha razão, absoluta razão… Todos estão enfeitiçados por vós!
Ambos se riram. Depois Aldara baixou pudicamente os seus belos olhos negros.
- Como vós sois bom e amável, senhor meu irmão!... Parece-me contudo que é a vós, senhor poderoso e invencível, que eles mais admiram.
Calaram-se por instantes, fixando demoradamente, a multidão de grandes senhores que se espraiava diante dos seus olhos.
Mas, de súbito, uma bonita melodia, romântica e aliciante, chegou até junto deles, envolvendo-os, cativando-os.
- Que será isto? Escutais, meu senhor irmão?... Ouvis esta música tão bela…e tão estranha?
Emir ergueu-se, e do alto da sua figura dominadora observou:
- Algum trovador, com certeza… talvez aquele… sim, aquele mesmo…além!
- Aquele moço de olhos azuis e ar triste?
- Esse mesmo, minha senhora irmã.
E logo, num ar de bom amigo, aconselhou numa voz baixa mas incisiva:
- Mas não deveis perder tempo a olhar para ele, Aldara. Tendes aqui a vossos pés, novos valentes e ricos. Um trovador não vos pode interessar.
Soltou uma risada e acentuou:
- Sim… que vos pode interessar um pobre trovador?
Todavia enganava-se o poderoso emir. Enganava-se redondamente. Desde logo, Aldara, sem saber dizer porquê, sentia-se arrastada para o moço trovador desconhecido. Os olhos de ambos várias vezes se encontraram, demorando-se em apaixonada contemplação. E a música que ele tocava fazia-os sorrir. Sorrir e viver intensamente. E sentir o bater impetuoso dos seus corações. A certa altura, Aldara viu que o moço trovador desconhecido se aproximava dela, aproveitando o afastamento do poderoso emir.
A sua voz suou-lhe aos ouvidos como se fizesse parte da própria música.
- Senhora… permiti que eu, que vim de longes terras, possa ao menos ver mais de perto a vossa beleza.
Aldara sorriu enleada. Suspirou. Voltou a sorrir. E voltou a suspirar.
- Ora, palavras de trovador! … Todos vós falais da mesma maneira…
Ele curvou-se aproximando-se. A sua voz baixou de volume mas aumentou de fervor.
- Senhora… nem todos sentem igualmente o que dizem…
Aldara reparou que estavam a ser observados por muitos dos outros concorrentes.
- Reparai, que vos podem achar por demais ousado…
Mas logo ele, num rompante de enamorado disse, num misto de exaltação e de encantamento:
- Oh, senhora, como não ser ousado diante do fulgor dos vossos olhos… do perfume do vosso cabelo… da esbelteza do vosso colo!
Aldara fixou-o atentamente, como que a querer ler-lhe no íntimo.
- Mas, afinal, como vos chamais… e donde vindes?
Ele respondeu apenas com outra pergunta:
- Que importa o nome, senhora?
Perante o silêncio de Aldara, ele insistiu:
- Sim, que importa o nome?... Sou um escravo que deseja ardentemente servir-vos, nada mais. Venho de longes terras, onde tocava e cantava nos palácios e nos castelos. A fama deste torneio chegou até lá. Principalmente a fama da vossa beleza, senhora!
Aldara pareceu não ficar satisfeita.
- Senhor trovador… Há nas vossas palavras um mistério qualquer… o meu coração bem o pressente!
Então, o moço trovador desconhecido voltou a inclinar-se para ela e a dizer baixinho, numa voz meiga que mais parecia murmúrio de música:
- Talvez, senhora… Talvez exista, sim, um mistério, um enorme mistério… o mistério do amor!
E mistério foi ele, tão grande, tão forte e dominador, que nessa mesma noite a jovem e bela Aldara fugiu com o moço trovador desconhecido. O destino os juntara, o destino os levou pelos caminhos fora, ao ritmo dos seus corações enamorados.
Na noite quieta, o galope doido do cavaloda aventura era bem o símbolo da grande jornada para o amor e para a morte…
Mal soube o que acontecera, o poderoso e temido emir de Gaia jurou vingança.
Reuniu os seus melhores guerreiros e partiu imediatamente em perseguição dos dois fugitivos.
- Havemos de encontrá-los, custe o que custar!... E não haverá perdão para eles… Não haverá perdão!
Sentindo-se perseguidos, a jovem e bela Aldara e o trovador desconhecido tinham-se escondido no alto de um monte, junto ao rio Âncora. Iludido pelo seu desejo, o trovador dissera:
- Eles não nos descobrirão aqui, meu amor…
Trémula, aconchegando-se nos seus braços fortes, Aldara não se mostrou tão esperançosa.
- Creio bem que vos enganais.
E entre dois suspiros – tristes, amargos, profundos – acrescentou:
- Aperta-se-me o coração, ao pensar na nossa triste sorte!...
O moço trovador ergueu-se então e olhou-a bem de frente.
- Escutai, querida. Tenho uma ideia para vos propor. Deixai este monte e gritai ao vosso irmão que me abandonaste, que não mais quereis saber de mim… Ele decerto não vos castigará.
Aldara abanou a cabeça tristemente.
- Não o conheceis, para falar assim. Eu conheço-o bem. Meu irmão não mais me poderá perdoar…a não ser com a morte!
Ele apertou-a de encontro ao peito.
- Não! Não o consentirei!
- E que podeis vós, meu amor, contra tantos…e tão valentes?
Fê-lo sentar-se e sentou-se junto dele.
- Não sejais insensato…
Depois, tentando sorrir através das lágrimas que lhe inundavam os belos olhos negros, pediu-lhe docemente:
- Tocai, meu amor, tocai a vossa música maravilhosa…enquanto esperamos pelo fim!...
Mas ele não teve coragem para tanto. Rojou-se aos pés de Aldara, exclamando, humilde e sincero:
- Oh! Meu amor, minha adorada, a culpa foi minha!... Só eu mereço castigo!
Ela ajudou-o a soerguer-se e a sentar-se de novo a seu lado.
- A culpa não vos pertence. Eu esperava-vos. Sabia que um dia havia de encontrar um homem como vós, capaz de me enfeitiçar…
- E eu, Aldara, corri o mundo à procura de uma mulher como vós!
Uniram-se num amplexo maior. E até eles chegou certo ruído que os fez estremecer. Sem romper o abraço, Aldara murmurou:
- Escutai… Creio que se aproximam…
O jovem apurou o ouvido.
- Sim, tendes razão, meu amor… Já devem ter descoberto o nosso refúgio!
E quedaram assim, nos braços um do outro, até que se viram cercados pelos homens do emir. Este gritou, num acesso de ódio:
- Miseráveis!... Eu bem sabia que havia de os encontrar!
Num gesto de violência ordenou, raivosamente:
- Separai-os! Depressa! Depressa!
Todavia, apesar dos esforços dos sequazes do emir, a jovem e bela Aldara e o moço trovador desconhecido permaneceram unidos no mesmo abraço desesperado que ninguém era capaz de desfazer…
Então, apopléctico, ardendo em fúria assassina, o emir não hesitou mais. Levantando a sua adaga, com um golpe brutal matou o moço trovador desconhecido.
- Vamos, atirai-o ao rio! A ela, trazei-a convosco, para a castigar depois!
Mas Aldara, num assomo de coragem, conseguiu libertar-se das mãos dos captores.
- Não! Não irei!... Já não és mais o meu irmão!... És um monstro!... Larguem-me!... Deixem-me!... Eu quero ir para junto do meu amor!... Ninguém mais nos poderá separar!
E Aldara atirou-se do alto do monte, desaparecendo ofegante nas águas que já guardavam o corpo do moço trovador desconhecido…
Segundo reza a tradição popular, foi por essa razão que esse monte junto do rio Âncora passou a chamar-se Monte da Dor, nome que veio a fundir-se no actual Montedor.
E diz-se que ainda lá estão no fundo do rio os corpos da bela e jovem Aldara e do moço trovador desconhecido, unidos para sempre no mesmo abraço indestrutível de amor e de morte.
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pé-ante-pé
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11/24/2008 03:07:00 PM
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A nossa Historia
- pé-ante-pé
- Antas - Esposende., Portugal
- ***Rio Neiva – associação de defesa do ambiente*** -Departamento de Pedestrianismo- O departamento deu os primeiros passos num encontro de vontades. Vontade de fazer algo diferente, vontade de ter um grupo para caminhar e conhecer mais de perto a natureza, vontade de partilhar experiências, vontade de ir… perto ou longe, mas simplesmente caminhar e conhecer de uma forma saudável e activa, sem compromissos que não sejam de exclusividade com a preservação da natureza e com o respeito pelas gentes e costumes. Um pequeno grupo foi lançando o repto a quem lhe estava próximo e devagarinho, pé ante pé, a vontade tornou-se uma realidade incontornável: Havia muita gente com vontade de fazer das caminhadas o seu desporto. A existência de uma associação de defesa do ambiente, a Rio Neiva, na freguesia de Antas, concelho de Esposende, local de residência ou naturalidade dos membros do grupo, logo criou um ponto de partida para uma organização e nasceu o departamento de pedestrianismo da Rio Neiva – associação de defesa do ambiente.