Domingo, 17 de Maio de 2009

MONTE FARO - VALENÇA - 21 de Fevereiro







Capela de Stº Ovídio









Vamos....rápido!! "eles" vão subir... mesmo....

mas, será que compensou????? o jeep fumegou, não deve ter ficado em muito bom estado!

Mas como nós andamos a pé, a disfrutar da natureza, sem poluição (pelo menos aqui), seguimos o nosso caminho e já nos sentimos mais seguros....

BRANDAS DE SISTELO - 18 de Janeiro 2009

Este percurso localiza-se nas faldas da Serra da Peneda, mais precisamente na aldeia de montanha de Sistelo, a cerca de 22 km a norte de Arcos de Valdevez.

Partimos do centro da aldeia de Sistelo, e iniciamos o percurso que nos levará a visitar o rústico
casario e os típicos espigueiros que vão surgindo e decorando a aldeia. O caminho empedrado leva-nos a sair da aldeia para tomarmos um carreteiro que nos conduzirá, numa serpenteante subida, até à Chã da Armada, onde podemos constatar a beleza da paisagem que nos rodeia.
Nesta deslumbrante vista panorâmica - moldada, durante séculos, pelas gentes da montanha, destaca-se o lugar de Padrão, o qual parece encontrar-se como que suspenso na íngreme encosta
da montanha. Deste planalto de montanha, seguimos em direcção a Este, por um caminho
pouco nítido, que mais se assemelha a um trilho de pastores e que, pouco a pouco, dará lugar a um carreteiro. Este magnífico carreteiro, que nos leva a percorrer a linha de cumeeira sobre uma das vertentes do Rio do Outeiro, vai desembocar na branda de gado de Rio Covo, a qual pertence a Sistelo.
As brandas são formas de ocupação humana dos espaços de montanha, constituindo um apoio importante às populações pastoris da Serra da Peneda, cuja utilização é sobretudo na época estival.
Abandonando a branda, seguimos caminho por entre um belo bosque misto de coníferas
e folhosas que dará lugar a um planalto constituído por matos rasteiros. Trata-se de uma zona
de pastagem que circunda os campos adjacentes à branda do Alhal - uma branda de cultivo e de gado, pertencente ao lugar de Padrão. Daqui, seguimos por um carreteiro, cujas lajes testemunham a sua antiguidade e intensa utilização, que, serpenteando para vencer os fortes desníveis, nos permitirá a descer até ao lugar de Padrão. Este pitoresco lugar ainda mantém a traça tradicional das aldeias da montanha do Minho, encontrando-se rodeado por socalcos onde se cultiva o milho e se produz feno e pasto para o gado bovino de raça cachena e barrosã.
Ao sair de Padrão tomamos o caminho lajeado que nos levará a cruzar os campos e lameiros.


































18 DE JANEIRO
Se no dia do reconhecimento estava um dia de neve e frio, o dia escolhido para a caminhada em grupo apresentou-se com chuva e as fotos foram poucas, mas temos o percurso coberto de branco, bem documentado, do dia 10 de Janeiro.




Domingo, 12 de Abril de 2009

"AZENHAS DE ANTAS "- 14 DE DEZEMBRO

Antas – Monumentos funerários megalíticos.

Antas (S. Paio) – freguesia do concelho de Esposende, distrito de Braga.
Em suave declive nascente/poente, emoldurada pelos Montes da Senhora da Guia, Monte D’Antas e Cividade, tem como vizinha, a nascente, a vila de Forjães, e as freguesias de Vila Chã e Belinho a sul, tendo a poente o Oceano Atlântico e a norte o Rio Neiva.
Foi precisamente este Rio que nos levou a pensar neste percurso.
De beleza ímpar tem, ao longo das suas margens, pequenos moinhos, engenhos e azenhas centenárias que convém conhecer e preservar, mas, já lá vamos…
O nosso percurso tem início na parte mais alta da freguesia, no pequeno mas agradável Parque das Merendas de Azevedo.
Daí subimos em direcção à Igreja e ao seu magnífico Adro, onde podemos encontrar um dos mais bonitos Cruzeiros Paroquiais do Minho.
Junto à estrada municipal e integrado no complexo paroquial, encontramos a “memória” de uma Anta ou dólmen que deu origem ao nome da nossa terra, mandado erigir pela Junta de Freguesia. Continuamos a nossa caminhada e subimos até ao Monte de Antas, para ver o Mehir (monumento megalítico, classificado de imóvel de interesse público – Port. De 13/07/1976 pelo Min. Ed. Inv. Cient.).
Temos então uma visão soberba de quase toda a freguesia.
O monte, o vale, a planície, o rio, o céu azul com a mar ao fundo.
Vamos continuar e percorrendo parte do interior da aldeia, subimos um pequeno carreiro que ladeia o local onde foi em 1939, foram encontradas várias necrópoles eneolíticas e que se podem ver no Instituto de Antropologia do Porto.
Deixamos para trás o casario e entramos na zona de floresta conhecida por Peneirada. Logo no início vamos encontrar uma ruína de um antigo Moinho de Vento e que pela sua localização mostra as alterações que sofreu a vegetação.
Continuamos a nossa caminhada por entre pinheiros, sobreiros, carvalhos e eucaliptos. Vamos encontrar destes últimos, junto ao trilho, dois exemplares de porte invulgar pelo seu tamanho e volume.
E, chegamos, finalmente ao Rio Neiva.
Na nossa terra
Corre sempre o lindo Neiva
Que de mansinho
Vai morrer à nossa Foz
Nas nossas veias
Corre ainda, a mesma seiva
Que noutros tempos
Tanto honrou nossos avós!



Na margem esquerda as ruínas de um engenho, o de Esprade, na margem direita, a Azenha do Grilo, que embora situada na freguesia de S. Romão do Neiva, Viana do Castelo, é propriedade de naturais de Antas e foi explorada por pessoas da nossa terra.
Continuemos, agora a nossa caminhada na margem do Rio Neiva e é ver frondosos carvalhos, freixos, salgueiros, amieiros e toda uma panóplia de árvores, assim como melros d’água, guarda-rios, garças cinzentas, que aqui nidificam. Vá com atenção, as lontras andam por aqui.....


Percorrido cerca de 1 Km, chegamos ao Minante.


Na margem direita, as ruínas de um engenho, na margem esquerda um dos ex-libris da nossa terra: “As Azenhas do Minante”. Verdadeira industria de outros tempos, concentrava num só pólo, azenha de milho, trigo, serração de madeiras, engenho de linho e alambique.
Vamos passar a A-28 e atravessar o núcleo industrial de Antas. Chegamos à EN13 (Porto/Viana) e voltamos às margens do Neiva. Aí encontramos mais um engenho, o do Liazar. Alguns metros mais e estamos na passagem da antiga Estrada Romana. Num penedo, um antiquíssimo Nicho.
Vamos agora chegar à Carvalha. Encontramos as ruínas de uma antiga ponte e o engenho e azenhas da Carvalha. Subimos, agora, para o denominado Monte de Guilheta, e, sempre, junto ao Rio Neiva, vamos encontrar um magnífico trecho, entre fragas do Monte do Castelo e do Monte de Guilheta.



Lá bem junto ao rio, num local de beleza sem par, vemos na margem direita (Castelo do Neiva), a Azenha do Palhurdo, e, logo depois, na margem esquerda, a Azenha do Sebastião ou Azenha Branca, hoje convertida em turismo de habitação. Na margem direita, junto à levada ou açude, um exemplar único na região: uma pesqueira (armadilha para peixes).
Vamos voltar ao povoado e atravessar o Lugar de Guilheta. Pouco andamos e chegamos à Capela de Sta Tecla, local de rara beleza.
Aí junto, houve um engenho, hoje convertido em habitação.
Continuamos a descer junto ao rio até ao Paúle da Tapada e voltamos a nascente, atravessando campos de cultivo, entre as freguesias de Antas e Belinho. Vemos já o promontório da Senhora da Guia e da Cividade. No alto deste último, vestígios de uma povoação castreja.
Vamos passar-lhes ao meio, pela Portela (passagem entre dois montes).
Ao lado a pequena ermida de S. Cristovão.
Do alto da Portela, olhe para o mar!!!






Vamos descer e encontrar do nosso lado esquerdo a Azenha do Arroio (Inverneira).

E chegamos, infelizmente, ao fim.
Estamos no Parque de Azevedo.
Aproveite o espaço e as mesas…..merende!!!!





Saudades da minha terra
Deus me não as tire da ideia:
Por elas, até parece,
Que vivo na minha aldeia.
( A. Correia de Oliveira)








































O dia 14 de Dezembro de 2008 foi especial para todos nós que lutamos muito para que este percurso fosse inaugurado.



Muitos foram convidados.... poucos apareceram... não era ano de eleições!!!! Nós cá estaremos... Sempre!!!



Nós sabemos que chovia, que estava frio, mas também sabemos que é importante criar infraestruturas desportivas e que não é fácil sem ter associações que as suportem, e que é suposto as autarquias acarinharem estas iniciativas e que no caso de Antas, tivemos o apoio da Junta de Freguesia...mas a que custo??? Não queremos falar em termos monetários porque essas contas para nós são difíceis, em termos de verbas, porque sabemos que vamos ter uma actividade, não que temos uma actividade sempre suportada pala autarquia, como, sem suporte de associação e apenas pela autarquia e sem suporte da autarquia, vão sendo realisadas com pompa e circuntância muitas actividades no âmbito do pedestrinismo, mas nós RIO NEIVA, sem qualquer suporte, que não fosse o da Junta de Freguesia, e o nosso esforço pessoal, realizamos um bom trabalho..


sem o poder central, que neste caso e pará nós, quer dizer, Câmara Municipal...Turismo....alguém que se chegue à frente e que diga: -Estamos aqui, e para apoiar as iniciativas dos nossos municipes.......



Do mar à serra, entre os dois
A terra dos nossos pais
Igrejas, hortas, casais…
Que ninho de rouxinóis!
Que poiso de águias reias!
(A. Correia de Oliveira)

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

13 DE DEZEMBRO - "O JANTAR"


























Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

PR 1 - AZENHAS DE ANTAS

É já no próximo dia 14 de Dezembro que com muito esforço, empenho, trabalho e dedicação, vamos apresentar o nosso percurso - AZENHAS DE ANTAS.
Para o conseguir, idealizamos e trabalhamos sem nunca deixar de olhar o objectivo.
Tivemos a ajuda da Junta de Freguesia e o apoio dos Elos da Montanha.
Já há meses e pensando valorizar o percurso, começamos a plantar azevinhos....
Parte do percurso, de rara beleza, estava completamente cerrado por silvas, mato e a mais diversa vegetação que ao longo dos anos foi crescendo livremente porque as pessoas deixaram de fazer deles os seus caminhos.

Depois de muito trabalho, vem a recompensa.......
A NOSSA PRIMEIRA MARCA.....

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

O ACTO DE MOSTRAR...LEMBRANDO - Parte III

20 de Julho - Caminhos de Espanha
MOINHOS DE FULLON



















A LENDA - Percurso dos Faróis

Lenda do Monte da Dor

Das várias versões que eu conheço desta lenda, escolho e aproveito para contar a que aprendi em certa viagem saudosa ao Minho. A sua história dramática está ligada a esse pitoresco e simbólico Montedor,(1) situado nas vizinhanças de Âncora(2) e Moledo(3). É uma lenda de amor e de morte, e sempre me faz lembrar o maravilhoso soneto de Antero de Quental: (4)
Esse negro corcel cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
De noite, nas fantásticas estradas
Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido no porte,
Vestido de armadura reluzente
Cavalga a fera estranha sem temor,
E o corcel diz: «Eu sou a Morte!»
Responde o cavaleiro: «Eu sou o Amor!»


Sim, tal como a própria História nos conta, aí por inícios do século X, governava em Gaia um poderoso emir, guerreiro e poeta. Este tinha uma irmã jovem e formosa que se chamava Aldara.(6) E não queria de modo algum que a sua irmã vivesse escondida do mundo.
- Aldara, minha querida irmã, precisamos de festas, de torneios… A vossa beleza, irmã vive apagada, longe dos olhos do mundo, desses olhos que poderão encantar-se decerto com ela, como se encantam os meus.
Ruborizada, quase tímida, Aldara limitou-se a dizer:
- Pois ides ver, querida Aldara, ides ver… Quero organizar o mais sumptuoso dos torneios havidos até hoje!

E, de facto, perante o alarde proclamado pelos emissários do poderoso emir, todos os nobres das redondezas ali acorreram.
Aldara era, sem dúvida alguma, a estrela mais brilhante da corte. Para ela convergiam, sem qualquer excepção, os olhares e as atenções de todos. E o poderoso emir não escondia o seu orgulho, a sua vaidade perante o efeito produzido pela beleza de Aldara.
- Senhora minha irmã, vedes como vos olham?... Eu tinha razão, absoluta razão… Todos estão enfeitiçados por vós!
Ambos se riram. Depois Aldara baixou pudicamente os seus belos olhos negros.
- Como vós sois bom e amável, senhor meu irmão!... Parece-me contudo que é a vós, senhor poderoso e invencível, que eles mais admiram.
Calaram-se por instantes, fixando demoradamente, a multidão de grandes senhores que se espraiava diante dos seus olhos.
Mas, de súbito, uma bonita melodia, romântica e aliciante, chegou até junto deles, envolvendo-os, cativando-os.
- Que será isto? Escutais, meu senhor irmão?... Ouvis esta música tão bela…e tão estranha?
Emir ergueu-se, e do alto da sua figura dominadora observou:
- Algum trovador, com certeza… talvez aquele… sim, aquele mesmo…além!
- Aquele moço de olhos azuis e ar triste?
- Esse mesmo, minha senhora irmã.
E logo, num ar de bom amigo, aconselhou numa voz baixa mas incisiva:
- Mas não deveis perder tempo a olhar para ele, Aldara. Tendes aqui a vossos pés, novos valentes e ricos. Um trovador não vos pode interessar.
Soltou uma risada e acentuou:
- Sim… que vos pode interessar um pobre trovador?


Todavia enganava-se o poderoso emir. Enganava-se redondamente. Desde logo, Aldara, sem saber dizer porquê, sentia-se arrastada para o moço trovador desconhecido. Os olhos de ambos várias vezes se encontraram, demorando-se em apaixonada contemplação. E a música que ele tocava fazia-os sorrir. Sorrir e viver intensamente. E sentir o bater impetuoso dos seus corações. A certa altura, Aldara viu que o moço trovador desconhecido se aproximava dela, aproveitando o afastamento do poderoso emir.
A sua voz suou-lhe aos ouvidos como se fizesse parte da própria música.
- Senhora… permiti que eu, que vim de longes terras, possa ao menos ver mais de perto a vossa beleza.
Aldara sorriu enleada. Suspirou. Voltou a sorrir. E voltou a suspirar.
- Ora, palavras de trovador! … Todos vós falais da mesma maneira…
Ele curvou-se aproximando-se. A sua voz baixou de volume mas aumentou de fervor.
- Senhora… nem todos sentem igualmente o que dizem…
Aldara reparou que estavam a ser observados por muitos dos outros concorrentes.
- Reparai, que vos podem achar por demais ousado…
Mas logo ele, num rompante de enamorado disse, num misto de exaltação e de encantamento:
- Oh, senhora, como não ser ousado diante do fulgor dos vossos olhos… do perfume do vosso cabelo… da esbelteza do vosso colo!
Aldara fixou-o atentamente, como que a querer ler-lhe no íntimo.
- Mas, afinal, como vos chamais… e donde vindes?
Ele respondeu apenas com outra pergunta:
- Que importa o nome, senhora?
Perante o silêncio de Aldara, ele insistiu:
- Sim, que importa o nome?... Sou um escravo que deseja ardentemente servir-vos, nada mais. Venho de longes terras, onde tocava e cantava nos palácios e nos castelos. A fama deste torneio chegou até lá. Principalmente a fama da vossa beleza, senhora!
Aldara pareceu não ficar satisfeita.
- Senhor trovador… Há nas vossas palavras um mistério qualquer… o meu coração bem o pressente!
Então, o moço trovador desconhecido voltou a inclinar-se para ela e a dizer baixinho, numa voz meiga que mais parecia murmúrio de música:
- Talvez, senhora… Talvez exista, sim, um mistério, um enorme mistério… o mistério do amor!


E mistério foi ele, tão grande, tão forte e dominador, que nessa mesma noite a jovem e bela Aldara fugiu com o moço trovador desconhecido. O destino os juntara, o destino os levou pelos caminhos fora, ao ritmo dos seus corações enamorados.
Na noite quieta, o galope doido do cavaloda aventura era bem o símbolo da grande jornada para o amor e para a morte…
Mal soube o que acontecera, o poderoso e temido emir de Gaia jurou vingança.
Reuniu os seus melhores guerreiros e partiu imediatamente em perseguição dos dois fugitivos.
- Havemos de encontrá-los, custe o que custar!... E não haverá perdão para eles… Não haverá perdão!
Sentindo-se perseguidos, a jovem e bela Aldara e o trovador desconhecido tinham-se escondido no alto de um monte, junto ao rio Âncora. Iludido pelo seu desejo, o trovador dissera:
- Eles não nos descobrirão aqui, meu amor…
Trémula, aconchegando-se nos seus braços fortes, Aldara não se mostrou tão esperançosa.
- Creio bem que vos enganais.
E entre dois suspiros – tristes, amargos, profundos – acrescentou:
- Aperta-se-me o coração, ao pensar na nossa triste sorte!...
O moço trovador ergueu-se então e olhou-a bem de frente.
- Escutai, querida. Tenho uma ideia para vos propor. Deixai este monte e gritai ao vosso irmão que me abandonaste, que não mais quereis saber de mim… Ele decerto não vos castigará.
Aldara abanou a cabeça tristemente.
- Não o conheceis, para falar assim. Eu conheço-o bem. Meu irmão não mais me poderá perdoar…a não ser com a morte!
Ele apertou-a de encontro ao peito.
- Não! Não o consentirei!
- E que podeis vós, meu amor, contra tantos…e tão valentes?
Fê-lo sentar-se e sentou-se junto dele.
- Não sejais insensato…
Depois, tentando sorrir através das lágrimas que lhe inundavam os belos olhos negros, pediu-lhe docemente:
- Tocai, meu amor, tocai a vossa música maravilhosa…enquanto esperamos pelo fim!...
Mas ele não teve coragem para tanto. Rojou-se aos pés de Aldara, exclamando, humilde e sincero:
- Oh! Meu amor, minha adorada, a culpa foi minha!... Só eu mereço castigo!
Ela ajudou-o a soerguer-se e a sentar-se de novo a seu lado.
- A culpa não vos pertence. Eu esperava-vos. Sabia que um dia havia de encontrar um homem como vós, capaz de me enfeitiçar…
- E eu, Aldara, corri o mundo à procura de uma mulher como vós!
Uniram-se num amplexo maior. E até eles chegou certo ruído que os fez estremecer. Sem romper o abraço, Aldara murmurou:
- Escutai… Creio que se aproximam…
O jovem apurou o ouvido.
- Sim, tendes razão, meu amor… Já devem ter descoberto o nosso refúgio!
E quedaram assim, nos braços um do outro, até que se viram cercados pelos homens do emir. Este gritou, num acesso de ódio:
- Miseráveis!... Eu bem sabia que havia de os encontrar!
Num gesto de violência ordenou, raivosamente:
- Separai-os! Depressa! Depressa!
Todavia, apesar dos esforços dos sequazes do emir, a jovem e bela Aldara e o moço trovador desconhecido permaneceram unidos no mesmo abraço desesperado que ninguém era capaz de desfazer…
Então, apopléctico, ardendo em fúria assassina, o emir não hesitou mais. Levantando a sua adaga, com um golpe brutal matou o moço trovador desconhecido.
- Vamos, atirai-o ao rio! A ela, trazei-a convosco, para a castigar depois!
Mas Aldara, num assomo de coragem, conseguiu libertar-se das mãos dos captores.
- Não! Não irei!... Já não és mais o meu irmão!... És um monstro!... Larguem-me!... Deixem-me!... Eu quero ir para junto do meu amor!... Ninguém mais nos poderá separar!
E Aldara atirou-se do alto do monte, desaparecendo ofegante nas águas que já guardavam o corpo do moço trovador desconhecido…

Segundo reza a tradição popular, foi por essa razão que esse monte junto do rio Âncora passou a chamar-se Monte da Dor, nome que veio a fundir-se no actual Montedor.
E diz-se que ainda lá estão no fundo do rio os corpos da bela e jovem Aldara e do moço trovador desconhecido, unidos para sempre no mesmo abraço indestrutível de amor e de morte.

A nossa Historia

A minha fotografia
pé-ante-pé
Antas - Esposende., Portugal
***Rio Neiva – associação de defesa do ambiente*** -Departamento de Pedestrianismo- O departamento deu os primeiros passos num encontro de vontades. Vontade de fazer algo diferente, vontade de ter um grupo para caminhar e conhecer mais de perto a natureza, vontade de partilhar experiências, vontade de ir… perto ou longe, mas simplesmente caminhar e conhecer de uma forma saudável e activa, sem compromissos que não sejam de exclusividade com a preservação da natureza e com o respeito pelas gentes e costumes. Um pequeno grupo foi lançando o repto a quem lhe estava próximo e devagarinho, pé ante pé, a vontade tornou-se uma realidade incontornável: Havia muita gente com vontade de fazer das caminhadas o seu desporto. A existência de uma associação de defesa do ambiente, a Rio Neiva, na freguesia de Antas, concelho de Esposende, local de residência ou naturalidade dos membros do grupo, logo criou um ponto de partida para uma organização e nasceu o departamento de pedestrianismo da Rio Neiva – associação de defesa do ambiente.
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